sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Estudo Louvor

O louvor dinâmico

Na virada do milênio, muitas igrejas, inclusive pentecostais, tem sido invadidas por um tipo de louvor, em que não se vê mais os crentes dando "glórias a Deus!", "aleluia!", "louvado seja Deus!", "amém!". Em lugar desse belo barulho santo, observa-se que há uma imitação completa dos espetáculos de auditório, da TV, dos "shows" de rock ou de pagodes mundanos. Pastores há, que ficam desesperados, procurando o endereço de celebridades, para promoverem eventos desse tipo, e superlotarem templos. Um cantor, um grupo ou uma banda, assoma ao palco, preparado cuidadosamente de acordo com a técnica, e , ao entrar, a multidão vibra (não com glórias a Deus), gritando, aplaudindo, pulando e assobiando, sem a menor reverência. Se não bastasse a imitação dos palcos mundanos, pastores aceitam que se coloque uma parafernálía de luzes estroboscópicas, piscando em cores variadas, em meio a uma fumaceira de gelo seco, tudo para imitar o que ocorre nos espetáculos mundanos. Se não for assim, os protagonistas desses espetáculos carnais entendem que não se pode atrair os jovens e adolescentes, que tudo fica "careta". Infelizmente, o diabo conseguiu convencer que o secundário é melhor que o principal, e que a fantasia é mais bonita que a verdadeira forma de louvar a Deus. Contudo, se vamos para as páginas da Bíblia, vemos que o dinamismo do louvor não precisa de nada disso para ser dinâmico. Basta que sigamos os princípios da Palavra sobre o louvor, dentre os quais destacamos os seguintes:

O louvor deve ser santo.

S. Pedro nos ensina: "como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós tam bém santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo"
(1 Pe 1.14-16).
 Talvez algum liberalista diga que isso nada tem a ver com louvor. Mas tem. E muito. O apóstolo nos exorta que devemos nos comportar como "filhos obedientes", não nos conformando "com as concupiscências que antes havia" em nossa ignorância. Antes de sermos crentes em Jesus, as concupiscências da carne prevaleciam. A música é uma área em que mais as pessoas dão evasão aos seus instintos carnais. É mais solene, grave e incisiva a recomendação para que sejamos santos em toda a nossa maneira de viver. Nesse contexto entra tudo o que fazemos ou deixamos de fazer, inclusive a área do louvor, da música, da expressão da adoração a Deus. O louvor santo tem que ser diferente do "louvor" mundano ou profano. Não adianta apenas mudar a letra, falando de Cristo, de Deus, de Jesus, do Espirito Santo, e colocar uma roupagem qualquer. A melodia, a harmonia e o  têm que ser santificados para Deus. Quando os hinos e corinhos são santos, sente-se a presença do Espirito Santo. Quando são carnais, sente-se a presença do espírito humano e, às vezes, do espírito do diabo. (Ver  SI 29.2; Lv 10.10).

"Um cântico novo".
No Salmo 33.3, lemos: "Cantai-Ihe um cântico novo; tocai bem e com júbilo". Certamente, o salmista se refere a uma nova maneira de louvar a Deus, diferente das expressões musicais profanas. Do contrário, para que falar em novidade no cântico. Tocar bem e com júbilo refere-se à execução bem elaborada e alegre.

Mas isso não quer dizer que os crentes têm que cantar e dançar ao som de certos ritmos, que estimulam a carne, e abatem o espírito. No Sl 40.3, está escrito: "e pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR". Esse novo cântico tem que ser "um hino ao nosso Deus", que provoque temor e confiança no Senhor. Para haver dinamismo no louvor, não há necessidade de simplesmente "contextualizar" o cântico, adotando músicas e ritmos regionais, que levam a congregação a um clima de profanação, de carnalidade, ao invés de elevar o espírito de cada um para mais perto de Deus. Ritmos como axé, forró, lambada, rock, pagode, xote, e assemelhados não elevam o nível do louvor. Pelo contrário, pessoas descrentes não vêm diferença do que ouvem nas danceterias.

Louvor decoroso.

O louvor, na igreja, deve ser decoroso, ou seja, com decência, pudor, honestidade. Diz o salmista: "Louvai ao SENHOR, porque é bom cantar louvores ao nosso Deus; isto é agradável; decoroso é o louvor". Ao mesmo tempo que é bom e agradável, louva a Deus, o louvor deve ser decoroso, ou seja, decente. Num "show" de música evangélica, em certa cidade, um conjunto famoso apresentouse num teatro, e um dos cantores entrou no palco, sem camisa, e foi recebido com aplausos e assobios. Em seguida, a banda tocou diversos hinos, levando os presentes ao clímax com danças, gritos e assobios. Num outro "show', um apresentador, dançando, beijava uma jovem na boca, sem o menor respeito ao nome de Deus, que constava da letra da música. Em outra ocasião, presenciada por jovens que lá estiveram, quando uma banda entrou no palco, e seus componentes, em sinal de reverência, fizeram uma oração, foram vaiados. São rápidos exemplos do que me vem à mente, mas, por esse Brasil imenso, os festivais de música evangélica, em estádios cheios de gente, quanta profanação tem havido, em nome da música evangélica. Muitos entendem que para haver dinamismo no louvor, é necessário que as pessoas dancem, pulem, façam "trenzinhos", "aviõezinhos", etc., usando a Bíblia para respaldar esse comportamento irreverente e profano.
Dizem que Davi dançou, Miriã dançou; todavia Davi e Miriã não formaram um ministério de danças como existem hoje na igreja e não há nem uma referência na biblia dizendo que eles dançavam no templo durante o culto, nem no antigo nem no novo testamento.  No novo testamento,  só vemos duas referências a danças. Uma, ligada a um fato macabro, que foi a dança da filha de Herodias em Mt 14.6), que resultou na decapitação de João Batista; a segunda, em Lc 15.25, quando do banquete pela volta do Filho Pródigo. Neste caso, não vemos base doutrinária para as danças na igreja neotestamentária, mas uma referência a um costume oriental.

O louvor não é feito para agradar um grupo de jovens, ele é para Deus - Hebreus 13:15
Se é para Deus, então deve se oferecer um hino que contenha referência, santidade, que exalte à Deus. Um Rock barulhento não serve para oferecer à Deus, esse tipo de música é irreverente, é barulhento, faz mal aos ouvidos.
Um teste feito em laboratórios com animais e plantas, revelou que ao colocar música barulhenta para uma vaca ouvir, diminuiu o leite e as plantas murcharam, mas quando colocaram musica suave diante das vacas e plantas, aumentou-se o leite e as plantas ficaram mais viçosas.

CAUSAS QUE PODEM CONTRIBUIR PARA QUE O LOUVOR NÃO FLUA NOS CULTOS DA IGREJA

Os pastores, que apontam sempre numa direção: pecado no meio do grupo de louvor, alegam, como se não houvesse também pecado entre a equipe pastoral e demais ministros da igreja! Dias atrás tive que me deter no estudo do tema porque foi essa a acusação que os músicos ouviram do líder da igreja: O louvor não flui porque existe pecado entre vocês! Esse tipo de acusação deixa todo mundo desanimado e é um terreno fértil para a acusação de Satanás. Numa reunião em que fui convidado a ministrar para os músicos, estudamos juntos as várias possibilidades de um culto não fluir como todos gostaríamos.

1. Pecado.
Todos concordamos que o pecado é realmente um obstáculo para a manifestação de Deus, impedindo também que os músicos e dirigentes de louvor sintam-se à vontade. Se um dos pastores da igreja, se alguns dos que exercem liderança congregacional e se na equipe de louvor houver alguém que vive sistematicamente na prática do pecado, pode-se pregar o mais eloqüente sermão, ter a melhor e mais afinada equipe de música, que nada acontecerá. Esses dias um pastor me procurou para que eu o ajudasse a resolver um pecado sério gue havia na equipe de louvor: três rapazes da equipe estavam incorrendo em prática homossexual. E preferível ter um violão tocando em três acordes do que músicos em pecado. Em geral os demônios se sentem à vontade no meio de crentes pecadores e inflamam a igreja com o mesmo pecado que a liderança está praticando. Um exemplo: se começam a aparecer muitos casos de adultério, é bom examinar o que está acontecendo com a liderança!

 "Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça" (Is 59.2).

"Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas liras"
(Am 5.23).

 "Aos retos fica bem louvá-lo" (Sl 33.1).
 "Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão... " (Sl 35.27).
Como se vê, Deus olha mais para o coração do homem do que para seus talentos! A retidão, vida íntegra e sinceridade de coração são mais importantes para Deus que nossos melhores sacrifícios.

 2. Mas não apenas o pecado pode ser obstáculo ao fluir de Deus no culto.
Um grupo de louvor pode viver consagrado a Deus e no entanto não consegue fluir pela falta de entrosamento entre os músicos.
A Escritura não apresenta nenhum caso de falta de entrosamento, mas mostra que,quando há um perfeito entrosamento entre eles, Deus se faz presente na reunião. Em 2 Crônicas 5.11-14 os músicos e cantores estavam em perfeita sintonia musical e espiritual. Temos, então dois tipos de entrosamento: O natural, onde todos tocam e cantam em perfeita harmonia e o espiritual, quando todos estão afinados com a música do céu! Em Neemias vemos Matanias, dirigindo os louvores em perfeita sintonia com seus irmãos (Ne 11.17; 12.8). Ambos são importantes: afinados entre si e com o Espírito Santo! Noutro artigo quero focalizar a importância de encontrar o tom celestial, o tom de Deus!

 3. Um terceiro aspecto é a falta de entrosamento entre músicos e dirigente.
Encontramos nos dias de Davi a Quenanias, chefe dos levitas músicos. Ele "tinha o encargo de dirigir o canto, porque era entendido nisso" (1 Cr 15.22). Todos os demais seguiam a orientação dele na grande celebração que se fez quando Davi levou a arca da aliança de volta para Jerusalém. Nos dias de Neemias, Jezraías era o maestro que dirigia os músicos e cantores do templo (Ne 12.42). Não adianta ter bons músicos e um péssimo dirigente ou vice-versa. Deve haver uma perfeita coordenação entre eles. O dirigente comanda e a um sinal seu os músicos sabem em que direção devem seguir.
  
4. Um quarto aspecto que deve ser analisado é a falta de entrosamento entre dirigente e congregação.
Se a congregação não está acostumada ao dirigente e vice-versa, se não houver um perfeito entrosamento entre eles, o louvor também não flui. O povo conhece o seu dirigente de louvor. Sabe quando ele está num bom mood, se está bem ou não. O dirigente também conhece a congregação e pode detectar quando esta está cansada fisicamente, afadigada espiritualmente, etc. O dirigente levanta a mão, faz um gesto, usa o tom de voz, e o povo, que o conhece, segue suas orientações! Qualquer gesto seu é correspondido pelo povo que já se acostumou com ele!
Esdras afirma que "os levitas ensinavam o povo na lei...dando explicações, de maneira que todos entendessem o que se lia" (Ne 8.7,8; 9.3-5). O dirigente ensina a congregação e esta passa a fluir com ele em tudo o que ele disser e fizer!

5. Um quinto aspecto que não deve ser desprezado é quando existe estafa, fadiga e canseira dos componentes do grupo.
Aqui é bom discutir primeiramente a canseira física. Davi foi bastante sábio quando estabeleceu que cada grupo de louvor ficaria apenas uma hora no templo cantando e adorando a Deus (Veja 1 Crônicas 25). Mais de uma hora e começa a canseira. Imagine os músicos que às vezes tocam em vários cultos no mesmo dia!
Existe também um tipo de situação que deixa os músicos abatidos. Eles se esforçam em fazer o melhor para Deus, mas a liderança pastoral não contribui adquirindo o equipamento que eles precisam. Existem pastores que não sabem investir numa boa aparelhagem de som, em retornos para a plataforma, numa boa bateria acoplada à mesa de som, teclados, instrumentos, etc. E essas coisas deixam os músicos desanimados! Nos dias de Neemias os levitas encarregados do serviço do templo, sentiram-se desanimados e foram cada um para sua cidade (Ne 13.10). Foram abandonados pela liderança!

Sinto pena de alguns grupos de dirigentes de louvores que fazem o melhor que podem, mas não são correspondidos pela liderança da igreja. É triste quando se tem que fazer "muletas" ou festinhas e almoços para se angariar fundo para equipar a igreja de bons instrumentos e de um bom sistema de som. Isso jamais deveria ocorrer. A igreja deve contribuir e o tesoureiro abrir o cofre! Não é sem razão que muitos de nossos músicos "fogem" para os campos como aconteceu com os levitas no tempo de Neemias. O desânimo e a canseira, são obstáculos ao mover de Deus nas reuniões da Igreja!

6. É necessário analisar um sexto aspecto:
Estafa, fadiga e canseira da congregação. E a análise  tem que ser feita no âmbito físico e espiritual. No âmbito físico, o povo pode andar emocionalmente abalado por problemas na congregação e no âmago espiritual o povo pode estar desgastado espiritualmente. O que desgasta espiritualmente uma congregação? Tempo muito prolongado no louvor; pregações muito grandes. Exigências demasiadas para que ofertem e contribuam além de suas posses. Falta de variedade nos temas bíblicos pregados, etc.
7. Este sétimo aspecto, apesar da semelhança com o anterior, tem outro sentido.
A congregação vive alienada com tudo o que está ocorrendo. É possível que a turma do louvor esteja consagrada a Deus, jejuando, orando, estudando, ensaiando e chegue nos cultos com todo gás, mas a congregação não corresponde, porque não jejua, não ora, não estuda nem se consagra a Deus! São os alienígenas dominicais!

8. Um outro aspecto que precisamos observar são os cânticos difíceis de serem entoados pela congregação.
Cânticos com letras truncadas, sem fluência poética, sem métrica; músicas cuja linha melódica é difícil de ser acompanhada, sem definição, etc. Há cânticos antigos com melodias difíceis de serem entoadas mas que têm definições, como Ao Deus de Abrão Louvai, Castelo Forte, e no entanto, muitos dos novos cânticos têm uma melodia indefinida, truncada; e cânticos assim impedem o fluir do verdadeiro louvor.
Nossos dirigentes de louvores precisam entender que nem todos os cânticos são congregacionais. Alguns cânticos são escritos para solistas, outros para corais, e outros, sim, para serem cantados por toda a congregação. O que percebo é que muitos dos cânticos trazidos para a congregação não servem para serem cantados por todos, e sim por solistas. Nem tudo o que aparece no mercado musical deve ser usado pela igreja. Isto pode ser evitado, escolhendo-se cânticos próprios para o povo cantar Um bom líder saberá definir o que o povo deve cantar.

Outra coisa boa de se fazer é escolher cânticos de vários autores, e não apenas de um só compositor, pois estes têm a tendência de viciar-se na mesma linha melódica. Ouvir um Cd com músicas de um mesmo autor, às vezes, é enfadonho.

"Então cantou Israel este cântico: Brota, ó poço! Entoai-Ihe cântico!" (Nm 21.17). Se todo Israel
cantou, por certo era de fácil compreensão e melodicamente aceito. 
“Então entoou Moisés, e os filhos de Israel, este cântico ao Senhor, e disseram: Cantarei ao Senhor" porque triunfou gloriosamente" (Ex 15.1). Novamente um cântico acessível a todos.

9. Hinos difíceis de serem tocados pelos músicos da igreja.
Convenhamos: nem toda igreja tem músicos profissionais. A maioria de nossos conjuntos é feita de gente que se esforça, que quer aprender, que se esmera no que faz, mas não é formada em música. Consequentemente, determinadas músicas podem se tornar difíceis de serem executadas. Agregue-se a isso o fato de que muitos dos hinos modernos traduzidos do inglês ou gerados em solo estrangeiro são "incantáveis" pela média de nosso povo e "intocáveis" por nossos músicos! A começar pelas péssimas traduções ou versões em que, procurando ser fiéis à letra do idioma original os tradutores colocam diante de nós letras truncadas, sem poesia e sem beleza alguma! Muitas vezes visitando pequenas e grandes congregações pelo Brasil percebo a dificuldade dos músicos e dos irmãos que querem cantar músicas do Alvin, do Ron Kenoly, etc. São músicas que os americanos cantam muito bem em seus shows musicais, mas difíceis de serem tocadas por nossos músicos e cantadas pela igreja!

"Entoai-Ihe novo cântico, tangei com arte e com júbilo" (Sl 33.3).

10. Um dos obstáculos maiores, no entanto, é a falta de sensibilidade dos músicos e dos dirigentes ao Espírito Santo.
Não se pode escolher cânticos só porque gostamos daquele estilo, ou de sua melodia e letra. Precisamos estar atentos ao que o Espírito Santo quer para o culto da igreja.

Muitas vezes um cântico começa a fluir deixando a igreja livre na presença de Deus, mas na lista do dirigente tem um outro que vem a seguir e, ele na ânsia de aproveitar o tempo e cantar todos aqueles hinos, tira a igreja do trilho certo. Um culto pode fluir em Deus com poucos ou com muitos cânticos. O bom culto não precisa que o dirigente fique dando manivela. Ele começa bem e termina melhor ainda!
Davi ouvia a Deus: "Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus" (Sl 62.11). A abundância de cânticos, salmos e palavra era tanta que Paulo pergunta: "Que fazer, pois, irmãos?" (1 Co 14.26). Como Paulo que queria ir para um lugar e o próprio Espírito o impedia, pode ocorrer também com os dirigentes de louvor: eles querem seguir numa direção, mas o Espírito Santo tem outra bem melhor (At 16.6-10).

11. Falta de resposta da congregação ao dirigente.
Não estou de forma alguma repetindo o item 4. Naquele caso é a falta de entrosamento entre o dirigente e a congregação. Nesse caso, o dirigente é excelente, mas a congregação não responde à altura o que o dirigente pretende. O dirigente está afinado, sensível a Deus, mas a congregação não corresponde ao que ele quer. Você deveria ver o que diz o Salmo 98. Ou o Salmo 103.19-22 onde o autor propõe aos anjos, aos ministros, às obras de Deus que levantem a voz em louvor, o Todo-Poderoso!

12. Falta de motivação da Igreja. Deus deve ser o grande Motivador da Igreja. Como diz Davi:
"Tu és motivo para os meus louvores constantemente" (Sl 71.6). Ou como ele afirmou noutro lugar: "Os teus decretos são motivo dos meus cânticos, na casa da minha peregrinação (Sl 119.54). Davi instituiu a ordem levítica de adoração, baseado unicamente em Deus e nos seus gloriosos feitos (1 Cr 16.712).

A motivação da igreja é Deus e não a música bonita, os bons músicos, os ótimos instrumentos e um ambiente propício de adoração. Vitrais coloridos e paramentos servem de inspiração para a carne, mas o verdadeiro louvor flui quando Deus é a fonte de todas as coisas! Deus é o grande inspirador e motivador. E o louvor pode fluir muito bem num antigo depósito transformado em lugar de culto sem muitos instrumentos musicais.

Estudo minstrado na Escola Bíblica pelo Profº Ezequiel A. Cordeiro.


O verdadeiro sucesso de um musico cristão:
- Sucesso seria oferecer a música a Deus com toda excelência e criatividade, mesmo que isso lhe faça renunciar a sugerida “fórmula de mercado”, tentadora para quem quer $uce$$o.
- Sucesso seria compreender que a quantidade de público não significa nada diante de Deus, visto que se Deus lhe quer cantando em uma congregação com 20 irmãos, não adianta sonhar com 20.000 aos seus pés. (Tem coisa melhor do que ser visto e aceito por Deus?)
- Sucesso seria se enxergar como miserável pecador, porém usado como instrumento de Deus para levar a Palavra dEle através da canção.
- Sucesso seria poder cantar juntos com os irmãos, e após o culto (Show) não ter que sair pela culatra às pressas temendo os frenéticos fãs aos gritos de idolatria: “lindo” ou “você é maravilhosa”!
- Sucesso seria amar o lugar social e cultural cujo Deus o inseriu, e através da música lutar para conversão da cultura à Ele. (Infelizmente ainda vejo sonhadores advindos do sucesso no mundo na ânsia de estourar como cantor gospel nas rádios e Tv’s dos grandes centros. Se estes cantores focassem no local em que foram colocados por Deus ao invés de rádios, e TV’s, certamente a missão cultural evangelho seria vivida em experiência pessoal e o nome de Jesus Glorificado)
- Sucesso seria poder gravar alguns CD’s pensando em abençoar pessoas, sem apego a fama, sem assessoria comercial, mas de corpo e de coração.
- Sucesso seria terminar a vida e mesmo notando que poucos ouviram suas canções, alegrar-se no Senhor por uma alma salva através da Palavra cantada. (Uma alma salva vale mais que milhões de “crentes” pulando no show de Gezuiz! Portanto acredite naquele irmãozinho que canta Verdades com seu simples violão – Deus pode estar aprovando sua adoração e reprovando a casa de Show lotada em nome dEle!!)
- Sucesso seria poder cantar perseverando na doutrina como fazia a Igreja Primitiva, e não sofrendo vexames com frases antropocêntricas e esquisitas. (Os Salmos nos ensinam muito bem, além da criatividade, o lugar de Deus e o lugar do homem na adoração)
- Sucesso seria não se deixar virar um astro, mas tornar-se a cada dia um missionário.
- Sucesso seria cantar e ver pessoas quebrantadas ao perceberem a grandeza de Deus e o quão pecadoras são, e não, surpreendê-las com chavões e frenesis típicos de um carnaval fora de época.
- Sucesso seria não aceitar a glória para si, mas se despir do personagem, do alto contrato, dos inadmissíveis lucros. (Isso me faz lembrar um episódio verídico vivido numa cidade do sertão da Paraíba onde um dito cujo exigiu o pagamento antes do show e além disso descumpriu a própria cláusula que assinou ao trazer um grudo reduzido e cobrar por um número maior)
Que Deus nos dê misericórdia para que sejamos menores em Seu reino. “É necessário que Ele cresça e que eu diminua”. [João 3:30]
Antognoni Misael é editor do Arte de Chocar e agora também faz parte da equipe de edição do Púlpito Cristão. Está cansado da pobreza teológica, poética, estrutural e instrumental da ‘thurma’ do $uce$$o.

2 comentários:

Unknown disse...

muito interessante este estudo.Será que pode ser repassada a fonte de onde foi extraído este estudo.

Ezequiel Cordeiro disse...

Este estudo é resultado de anos de ensinamento na Escola Bíblica Dominical. Foi tirado do Manual do Obreiro da Comunidade Unidos em Cristo.